terça-feira, 8 de março de 2011

Feliz Dia Internacional da Mulher!!!



Tu és divina e graciosa
Estátua majestosa
No amor!
Por Deus esculturada
E formada com ardor...
Da alma da mais linda flor
De mais ativo olôr
Que na vida é preferida
Pelo beija-flor...
Se Deus
Me fora tão clemente
Aqui neste ambiente
De luz, formada numa tela
Deslumbrante e bela...
Teu coração
Junto ao meu lanceado
Pregado e crucificado
Sobre a rosa e a cruz
Do arfante peito teu...
Tu és a forma ideal
Estátua magistral
Oh! alma perenal
Do meu primeiro amor
Sublime amor...
Tu és de Deus
A soberana flor
Tu és de Deus a criação
Que em todo coração
Sepultas um amor...
O riso, a fé, a dor
Em sândalos olentes
Cheios de sabor
Em vozes tão dolentes
Como um sonho em flor...
És láctea estrela
És mãe da realeza
És tudo enfim
Que tem de belo
Em todo resplendor
Da santa natureza...
Perdão!
Se ouso confessar-te
Eu hei de sempre amar-te
Oh! flor!
Meu peito não resiste
Oh! meu Deus
O quanto é triste
A incerteza de um amor
Que mais me faz penar
Em esperar
Em conduzir-te
Um dia ao pé do altar...
Jurar aos pés do Onipotente
Em preces comoventes
De dor, e receber a unção
Da tua gratidão...
Depois de remir meus desejos
Em nuvens de beijos
Hei de envolver-te
Até meu padecer
De todo fenecer...
(Rosa - Pixinguinha)


sábado, 5 de março de 2011

ACORDE GAROTA!! Em especial para minha mana Carol Leite...


“Acorde, garota! Você é linda, inteligente, tem um ótimo perfume e seus olhos brilham mais que um punhado de purpurina. Por que chora? Perdeu em alguma esquina seu encanto?! Ninguém pode tirar de você seu mais belo sorriso, motivo de idas e vindas saltitantes. Coloque sua música favorita para tocar, respire fundo e faça o que de melhor sabe fazer: ser você.”

Caio Fernando Abreu
“Não consigo viver em preto e branco” (Nietzsche)



E você, consegue?
Eu acho mesmo que a vida tem que ser vivida, curtida ao máximo, porque quando você menos esperar já não estará mais aqui e tudo que irá levar serão lembranças da vida que teve ou da que não teve.Existem pessoas que simplesmente passam pela vida, não aprendem, não ensinam, não se doam.Eu aprendi que a vida é dura sim, mas se você viver emburrado e revoltado com ela, corre o risco de perder grandes aprendizados...
Tá, eu sei, meio clichê dizer isso.Mas é fato!Como já dizia o grande poeta Vinícius, "Porque a vida só se dá pra quem se deu,pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu"...
Não adianta querer vivenciar só coisas alegres, e imaginar uma felicidade sem fim que isso só lhe trará frustrações.Ninguém é assim, isso não existe.E quer saber?É bom, não é ruim não!Porque pra ser feliz é necessário conhecer a tristeza, não teria luz sem trevas, pra curar precisa doer...é que nem história de mãe quando machucávamos o joelho e ela dizia que remédio bom era o que ardia, ou quando você estava resfriado ela falava que o xarope ruim é que curava.Então passe pela vida arriscando, se jogando, enfrentando, porque vale a pena...a vida está aí linda, sorrindo para quem quiser vivê-la, e quando seu dia chegar, você poderá dizer: Eu vivi a minha vida da melhor forma possível, sem arrependimentos!

"É preciso VIVER, não apenas EXISTIR!"
(Plutarco)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Anda...





















"Anda
tira essa dor do peito, anda
despe essa roupa preta e manda
seu corpo deslembrar

Canta
vira dor pelo avesso
Canta
larga essa vida assim as tontas
Deixa esse desenganar

Calma
Dê o tempo ao tempo, calma
alma
Põe cada coisa em seu lugar
E o dia virá, algum dia virá
Sem aviso"
(Sem Aviso - Maria Rita)

O giz nosso de cada dia...




















"E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem... (2x)
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
(Quando quero....
Quando quero...
Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)"
(Giz - Renato Russo)


Essa música do Renato além de ser uma de minhas favoritas, marcou uma fase de minha vida em que atravessava um caminho doloroso, a letra da música se aplicava no que estava sentindo e vivendo.E eis que agora, novamente vivo algo assim.não sei se pra vocês ela tem o mesmo significado que para mim, mas eu a vejo assim como um momento de superação frente uma grande desilusão, um momento de dor suprema...seja o rompimento de um grande amor, uma amizade estimada, a morte de um ente ou amigo querido, ou até de seu bichinho de estimação.Dor é dor, não tem como classificar.Ela é cruel e implacável atacando sem restrições de idade, sexo, posição social, intelectual ou o o que for.Em algum momento você irá topar com ela.Por vezes até melhor dizendo.
Mas então, voltando para a música, para mim ela retrata a nossa superação no momento angustiante do sofrimento em que paramos e pensamos: Mas isso não pode ser assim!Tenho que dar um basta!Há uma vida lá fora pra ser vivida me esperando e eu não posso ficar aqui a me derreter em lágrimas por algo que não terá reversão.Que você se dá conta que merece mais e melhor e precisa lutar por você.Só você pode.Mais ninguém.
Daí você começa a desenhar com o giz o sol que a chuva tinha apagado, e se o giz acabar, terá sempre o tijolo de construção!...

terça-feira, 1 de março de 2011

Síndrome de Alice













Resolvi criar esse post á partir de uma comunidade que encontrei no orkut, e perceber claro, que eu tinha a tal Síndrome de Alice! Para muitos que me conhecem sabem que é um dos meus livros favoritos!Sim, e não me envergonho, pois um clássico é sempre um clássico. Tá, eu sei desnecessário dizer isso. Mas o fato é que, odeio essa gente que critica quem lê, e pior quem lê e ama livros como Alice, ou O pequeno Príncepe! Pelo menos lemos não é?Isso para mim é coisa de gente problemática, recalcada, que não teve ou não soube aproveitar a infância,.e a minha posso dizer de peito aberto e com gosto foi uma infância maravilhosa! Tive pais amorosos e presentes, que mais que o material me deram objetivos, educação, escolhas, e acima de tudo, amor e respeito.
Meu pai, sempre gostou muito de ler e escrever e desde bem pequena me incentivava e mostrava livros, os lia para mim quando eu ainda não sabia. O primeiro livro que li (não contando os livrinhos fininhos que líamos nas aulas literárias do primeiro ao quarto ano) sozinha e me marcou para sempre foi Alice no país das Maravilhas, foi o primeiro que escolhi na biblioteca pública da minha cidade quando aos 10 anos meu pai havia feito uma carteirinha só para mim. Um livro antigo e pesado, com gravuras que me despertavam a imaginação e os mais diversos sentidos, e a cada parágrafo eu me encantava mais. Ainda lembro o cheiro que o livro tinha...
Eu o li em 2 dias, e era o clássico mesmo, com a história completa, me apaixonei pela narrativa e o universo surreal do livro. Me identifiquei com Alice, a menina curiosa e determinada e por vezes insolente e sarcástica quando respondida com alguma idiotisse. Inconformada com a realidade em que vivia e sempre imaginando o mundo como queria e não com as regras monótonas e por vezes absurdas a qual somos obrigadas a suportar.
Meu pai teve que comprar-me o livro, tal foi meu deslumbramento! E queria porque queria igual ao que li. Claro, não foi possível pois o livro em questão era antigo e já estava em outra edição, mas consegui o clássico que queria, com a história tal como era, e não algumas das versões reduzidas que vemos por aí.
Talvez você aí também tenha a síndrome de Alice, acho mesmo que ela existe em todos nós, até mesmo para os que torcem o nariz para este clássico britânico de Lewis Carroll, imortal e atemporal desde seu nascimento em 1895.
Todo mundo em algum momento da vida sentiu-se perdido, vivendo em um mundo abstrato, imaginando que aquele não era seu lugar e desejando que a realidade fosse outra. Quem nunca se viu num beco sem saída, como se tivesse caindo num buraco sem fundo? Qual caminho seguir? Que atire a primeira xícara de chá quem nunca se sentiu assim na vida.Você não precisa ser criança para amar Alice nem tampouco um adulto infantilóide, basta ter amor e um pouco de fantasia no coração e nunca, jamais deixar morrer a eterna criança que existe em cada um nós!